Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Dezembro 18 2010

   

À SUSANA CUSTÓDIO

 

Como é bom caminharmos contigo,

Ao teu lado sentimos carinho e Paz!

Fazer prosa e poemas como tu,

Podes crer que pouca gente é capaz!

 

Nem com óculos e menos a olho nu,

Eu descubro o que vai na tua alma!

Dás ternura e sincera simpatia,

Que tua gentileza nos acalma!

 

Agrada-nos o teu jeito e magia,

Que nos leva a olhar mais para ti!

Encantas com tuas formatações

Que são lindas como algumas que vi!

 

Susana! Tu entras nos corações,

Foi tão bom conhecer-te e ao Luís!

Os amigos vão fazendo amizades

Como o nosso Pai do Céu sempre quis!

 

Ao nosso amigo Edson dá saudades,

Julgo ser um professor ajuizado!

Pelas fotos e poemas que vi dele,

É mais um bom amigo a nosso lado!

 

Tenho fé que haja muitos como ele,

Porque os bons são os que podem fazer paz!

A Susana, o Luís e o Edson,

Sabem bem como essa paz se faz!

 

 

  

                                                                                          Autor: Bento Tiago Laneiro

publicado por appoetas às 21:52

Dezembro 18 2010

NOITE DE INVERNO 

 

Deram agora as doze badaladas.

Pla rua fora há vento às rabanadas.

A chuva com cortinas balouçantes

Dá um banho de graça ao arvoredo

E a terra não é seca como dantes.

Rebentam os trovões, que metem medo,

Os raios caem lá longe, distantes,

Como uma estória fraca, sem enredo.

 

E eu que faço nesta noite fria,

Na casa solitária, tão vazia?

Fechados os salões, como as janelas,

Sem luz nos corredores, às escuras,

Retratos nas paredes, de amarelas

Faces, cavadas, baças, nas molduras.

De antigos habitantes são as telas.

É triste ver assim essas figuras

Sem a honra de flores e de velas!

 

Permanece a quietude na cozinha,

Onde tanta mulher foi a rainha.

Quantas rezes se assaram no fogão,

Nesse espeto de ferro ao abandono!

A bateria em cobre e em latão,

Ao longo da parede, em fundo sono,

Há muito que ninguém lhe põe a mão.

São animais perdidos, sem ter dono.

 

Os quartos, ladeando o corredor,

Há muito estão vazios, sem calor.

Na cama de dossel, colcha perfeita,

Nas paredes exótico brocado,

Espelho de cristal que tudo enfeita,

Rico aposento que é mal empregado,

Porque de há muito ali ninguém se deita.

E tem outros assim por todo o lado.

 

Na sala de jantar, a longa mesa

Ostenta o esplendor da realeza.

A baixela de prata, já sem brilho,

Os pratos da mais fina porcelana

E os copos de cristal são estribilho

De um triste fado sobre a dor humana.

Sei que um dia alguém vai, de afogadilho,

Vender tudo e fechar a persiana.

 

O temporal, lá fora, continua

E não se vê vivalma a andar na rua.

As chamas da lareira, bailarinas,

Forçam minha memória enevoada

A chamar as figuras femininas

Que adornaram de aromas minha estrada,

Os amigos, parceiros das rotinas,

E quem mais encontrei na caminhada.

 

Já devo estar chegando à minha meta

E a satisfação não está completa.

O que aprendi já não serve a ninguém.

Foi perdido ao findar a profissão.

Meu fim de vida está a correr bem,

Para queixar-me não tenho razão,

Mas neste triste lar sinto, porém,

Ser náufrago a nadar na solidão.

 

 

 

Faro, 6-12-2010         01h04

Tito Olívio

publicado por appoetas às 21:31

Dezembro 18 2010

CHORA O VENTO

 

 

Deixem-me ser quem sou... e nada mais!... 

Que importam minhas mágoas, o desdém!

Só ouço, agonizante, aqui e além,

O canto trespassado dos meus ais...

 

O vento traz carícias, traz sinais

De visões doutros sonhos, que também

Aliviam a dor que me sustém.

O vento chora e geme:  - Aonde vais?

 

As águas da cascata, outrora puras,

Levaram-me a um charco de amarguras

Que a vida revirou e pôs do avesso.

 

Flutua o meu olhar na madrugada,

Na esperança de ser mais do que nada

No rio onde o caudal é forte e espesso.

GLÓRIA MARREIROS

 

publicado por appoetas às 21:27

Dezembro 18 2010

PALAVRAS CÍNICAS ! 

 

A Morte é o fim da maldade, 

Será sempre assim na eternidade.

Os maus, com certeza, liquidados

 E nem os bons serão respeitados !

 

A Morte foi criada para liquidar, 

Os bons e os maus, é só pensar.

O seu reino é total, é só verificar

Tarde ou cedo, ninguém vai ficar !

 

Não há ouro que a possa comprar, 

Por certo bons e maus possam pensar.

Quando alguém morre, os maus rindo

Os bons falsamente estarão sorrindo !

 

Tudo irá morrer,  as areias do deserto, 

As plantas, as flores, irão por certo.

Esqueletos ficarão em rochas prensados

E os humanos vejam os seres acabados!

 

O que adiantou esses seres viverem, 

Se nunca mais, céu e terra verem.

Em vida só praticaram a maldade

E na velhice viveram em soledade !

 

Foram vidas arrastadas e miseráveis, 

Só lhes restaram momentos consideráveis.

E nada disso valeu, se chorou ou suou 

Os pedaços de carne, o vento os levou !

 

 

Portanto, seremos sempre lama,

Que irá virar pó, junto a uma rama.

A eternidade é só séculos infindos

Bondade e amor, só com Deus são lindos !

 

ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO

Casa do Poeta de São Paulo

Movimento Poético Nacional

Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores

Academia Virtual Poética do Brasil

Academia Poços-Caldense de Letras- M.G.

Ordem Nacional dos Escritores do Brasil

Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

 

publicado por appoetas às 21:21

Dezembro 18 2010

Olá distintos amigos de todo o mundo

 

NATAL DAS CRIANÇAS
É mais um poema de Natal declamado dedicado às nossas crianças
em cuja inocência transparece  o verdadeiro sentido do Natal.
Veja  e escute o poema Natal das Crianças  aqui neste link:

 

http://www.euclidescavaco.com/Recitas/Natal_da_Crianca/index.htm

 

Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca

 

Aceite o meu convite e venha tomar comigo um cálice de poesia.
Entre por aqui na minha sala de visitas e saboreie da que mais gostar...
www.ecosdapoesia.com

 

 

publicado por appoetas às 21:17

Dezembro 18 2010

ETAPAS DA VIDA ! 

  

Quando Deus criou o mundo,

Foi tudo feito em um segundo.

Coordenou as etapas da vida

E a humanidade ficou precavida !

 

 

Os homens então precavidos,

Sabem que com isso ficaram sabidos.

E as etapas foram entronizadas

E na vida encetaram a caminhada !

 

 

Do nascimento até os quarenta anos,

A vida cheia de imensos desenganos.

Uma verdadeira maravilha acontece

E tudo que fazem o gosto os apetece !

 

 Possuem várias centenas de namoradas,

Muitas vezes com muitas alternadas.

Carros mirabolantes e motos brilhantes

Casas e apartamentos muito aconchegantes !

 

 

 

 

Até aos 40 anos é a idade da “Maravilha”,

Dos 40 aos 50 anos a idade do “Burro”.

Trabalham sempre muito obcecados 

Para que os seus não sejam escravos !

 

 

Pagam prestações imensas e continuadas,

Das escolas e as prestações de suas casas.

Do amanhecer até o último instante da noite

Verdadeiros “Burros de carga” como um açoite “

 

  

 

Dos 50 até o 60 anos, a idade do “ Cão”,

Que até parece que é boa ilusão.

E ficam tomando conta das casas

E os filhos vão a passeio nas enseadas !

 

 

 

Dos 60 em diante, a idade do “ Macaco”, 

È a idade que leva a turma pro buraco.

Ficam fazendo “micagens” pros rebentos

Mas, continuam a pensar que estão atentos !

 

 

Se não tiverem uma casa pra morar,

Ficam de casa em casa pra ficar.

Andam de galho em galho pulando

Como “ Macacos”nas arvores se espalhando!

 

 

Deus por certo assim o quis,

E o homem acha que é feliz .

Mas,é que muito homem se escapou

E logo pro inferno se mandou ! ! !

 

 

ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO

Casa do Poeta de São Paulo

Movimento Poético Nacional

Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores

Academia Virtual Poética do Brasil

Academia Poços-Caldense de Letras- M.G.

Ordem Nacional dos Escritores do Brasil

Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

 

publicado por appoetas às 21:10

Dezembro 18 2010

(Ao livro "Eu Hei-de Amar uma Pedra")

 

Tantas fotografias
espalhadas neste livro.
Como pesam as memórias…
como confias no papel
(crivo de lembranças).
As histórias avolumam-se
em imagens esfumadas…
talvez a preto e branco…
e tu génio da escrita
um pouco
louco
nesse triste olhar azul
queres salvar a todo o custo
o teu passado
numa angústia maldita.

 

Tantas fotografias espalhadas neste livro…

 

LILIANA JOSUÉ

publicado por cantaresdoespirito às 20:49

Dezembro 18 2010

Turvo, turvo, turvo… .
Janelas embaciadas de medo
catástrofes mentais
mais, mais, mais
confusas.
Tempo emaranhado e curvo
numa espiral de sentidos
perdidos, perdidos, perdidos… .
Atmosfera angustiada por tantos vultos
emergindo do vácuo.
Pétalas secas
raízes ocas
em corpos ocultos na nostalgia
do fogo fátuo
liberto na amorfa falta de energia.
Fuga, fuga, fuga
à vontade de felicidade.

 

LILIANA JOSUÉ

publicado por cantaresdoespirito às 20:43

Dezembro 18 2010

Olá amigos especiais

 

SEMPRE NATAL
É simplesmente mais uma afirmação em jeito de poesia, salientando
que  NATAL pode ser todos os dias  quando o queiramos fazer.
Ouça e veja este tema em Poema da Semana ou aqui neste link:

 

http://www.euclidescavaco.com/Recitas/Sempre_Natal/index.htm

 

Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca

 

Aceite o meu convite e venha tomar comigo um cálice de poesia.
Entre por aqui na minha sala de visitas e saboreie da que mais gostar...
www.ecosdapoesia.com

 

publicado por appoetas às 03:47

Dezembro 18 2010

 

 (Acróstico)
  
Vivem-se tempos difíceis
Operam-se transformações...
Tira-se ao pobre o que tem
O pouco que o pobre tem

Sacrificando-lhe os sonhos!

 

Deixem que chovam sorrisos
E cresçam cravos de esperança!
 
Façam calar os trovões
Enquanto o sol não desperta!
Lancem balões com poemas
Icem bandeiras com flores e
Zarpem rumo ao amor.
 
Não matem versos nem trovas
Antes que bocas os cantem!
Tragam nos olhos verdades
Antes que a noite as apague com
Làgrimas de falsidade.
 
Pensem na vida e na luz
Antes que a vossa se vá;
Rezem a Deus se souberem
Amem o mais que puderem!
 
Tenham nos pés a certeza
Onde e o que querem pisar...
Dedos que apontem mas saibam
O ponto certo a apontar
Sem recear os algozes que, à força, os possam cortar.
 
Vivam a vida! Deixem-se seduzir pelo espírito natalício e
Ousem sonhar antes que os sonhos vos roubem porque, como disse o poeta, o
Sonho comanda a vida, a vida é palco de luzes e Natal sempre que a gente quiser!
 
Albertino Galvão (Natal 2010)

publicado por appoetas às 03:35

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